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Comunicação na Antiguidade

O Império Romano tinha uma extensão inédita para a Antiguidade. A comunicação era um aspecto central nesse universo. Comunicação pode ser entendida sob múltiplos aspectos: o diálogo da vida cotidiano, o desenvolvimento da escrita e da linguagem como um instrumento das elites, ou ainda a constituição de uma rede ampla de vias por terra e mar – como as famosas estradas romanas e os inúmeros portos ao longo de um extenso litoral que não se limitava ao mediterrâneo. No que se refere aos estudos que são feitos no Brasil sobre o Império Romano, contudo, é a comunicação como elemento constitutivo da política que recebe mais atenção.

 

Falar em comunicação política parece uma redundância[1] e podemos estudá-la em múltiplos registros, desde aqueles mais bem estruturados como os numismáticos ou literários, muitas vezes tomados como “propaganda”, de um lado, e o funcionamento da estrutura judiciária ou deliberativa formal, de outro lado – cada vez menos estudado! – até aqueles mais difusos, como os rumores – que têm recebido bastante atenção mais recentemente. A comunicação política percorre caminhos muito diversos que vão daqueles mais formais até os totalmente informais, abrangendo esferas que podem ser muito amplas, para além das fronteiras do Império, até aquelas mais estritas como uma casa ou propriedade rural.

Todos produzem comunicação política e afetam tanto a formação de opinião quanto as deliberações. A comunicação política, diversamente da cidadania formal, abarca a todos. O propósito do Colóquio é debater o tema da Comunicação em suas diferentes modalidades, espaços e resultados.

 

[1] ROSILLO-LOPEZ, Cristina. “Introduction”. In: ROSILLO-LOPEZ, Cristina (ed.) Political communication in the Roman world. Leiden: Brill, 2017. pp. 1-13.  

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